segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Turbilhão

No espaço de poucas horas, recebi muito…

Paciente: Uma mãe feliz com uma bebé dourada de 9 meses: uma menina tão linda e mais saudável que ar puro!

E eu, o médico: …Alegria transbordante!

Paciente: Uma senhora sábia de 82 anos, cheia de “dores nos ossos”, com crises de desfalecimento ainda em estudo, mas ainda com coragem para visitar lares de idosos para animar aqueles que, da mesma idade, estão sós e tristes…

Eu: Preocupado, mas encantado… Quando for “grande”, quero ser assim…

Paciente: Uma menina de 5 anos e meio que me cumprimenta com um beijinho, entra sorridente e vai direitinha ao “puzzle dos cubos”. Para ela, nada é estranho no meu consultório. Lembro-me dela bebé… O peso não aumentava como esperado… Ei-la agora grande e bonita. No próximo Outono vai entrar para a escola: vê bem, está adaptada ao infantário e tem uma boa relação com as educadoras e com as outras crianças. Os pais, esses estão a atravessar uma fase difícil da sua vida conjugal…

Eu: Tristeza… Prognóstico familiar reservado, esta criança vai precisar de apoio psicológico.

Paciente: Quase irreconhecível! Um homem de aspecto robusto e saudável que aceitou todos os conselhos na última consulta há um ano atrás… Deixou de beber bebidas alcoólicas, iniciou actividade física regular, corrigiu a alimentação, emagreceu. Sente-se bem! Vem só por rotina…

Eu: “Salvei uma vida…” Podia não ter corrido tão bem…

Paciente: Um pai com uma filha de 18 anos… “Afinal, aquilo do pescoço da minha filha que o Sr. Dr. enviou para o hospital era mesmo ruim. Já tenho aqui uma carta do IPO e já vai iniciar tratamentos.

Eu: Firme! Firme! Chorei, mas só depois de eles terem saído.

Afinal, um dia normal de consulta, com muito mais pelo meio…

1 comentário:

  1. As consultas sagradas.
    Obrigada pela partilha.

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